Mochilão na Amazônia: O Guia Completo para uma Aventura Inesquecível

Mochilão na Amazônia: O Guia Completo para uma Aventura Inesquecível

Tempo de leitura: 32 minutos

Você já pensou em fazer um mochilão na Amazônia? Essa é uma das viagens mais incríveis que você pode fazer pelo Brasil, explorando uma das regiões mais ricas em biodiversidade, cultura e gastronomia do mundo.

A Amazônia é um destino que encanta, surpreende e desafia os viajantes que se aventuram por suas florestas, rios e cidades.

É uma experiência única e transformadora, que te fará conhecer um Brasil diferente e maravilhoso.

Mas como fazer um mochilão na Amazônia? Quais são os melhores lugares para visitar? Como se planejar, o que levar, o que fazer?

Neste guia completo, vamos te dar todas as dicas para você realizar esse sonho e aproveitar ao máximo essa aventura. Vamos lá?

Por que conhecer a Amazônia Brasileira

Viajante tomando um banho de cachoeira na Caverna Refúgio do Maroaga, um dos destinos mais impressionantes para ecoturismo na Amazônia.
A Caverna Refúgio do Maroaga e a Gruta da Judéia são paradas obrigatórias para quem faz mochilão na Amazônia e busca aventura.

A Amazônia é a maior floresta tropical do planeta, cobrindo cerca de 40% do território brasileiro e abrangendo nove estados: Amazonas, Pará, Acre, Amapá, Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão.

Ela é considerada uma das Sete Novas Maravilhas da Natureza e abriga uma diversidade impressionante de vida selvagem, com mais de 10% de todas as espécies animais e vegetais conhecidas na Terra.

Conhecer a Amazônia brasileira é ter contato direto com essa riqueza natural, admirando paisagens deslumbrantes, como o encontro das águas dos rios Negro e Solimões, as cachoeiras de Presidente Figueiredo, o arquipélago de Anavilhanas, a ilha de Marajó e muitas outras.

É também ter a oportunidade de vivenciar atividades incríveis, como nadar com botos-cor-de-rosa, fazer trilhas na selva, pescar piranhas, observar jacarés, visitar comunidades ribeirinhas e muito mais.

Além disso, conhecer a Amazônia brasileira é mergulhar em uma cultura rica e diversa, que mistura influências indígenas, europeias e africanas.

É poder apreciar a arquitetura histórica de cidades como Manaus e Belém, que foram palco do ciclo da borracha no século XIX e abrigam monumentos como o Teatro Amazonas e o Mercado Ver-o-Peso.

É também poder degustar a gastronomia típica da região, que valoriza os peixes, as frutas e os temperos locais, como o pirarucu, o tucumã, o açaí, o cupuaçu, o jambu e a pimenta de cheiro.

Enfim, conhecer a Amazônia brasileira é se encantar por um Brasil diferente, que oferece muitas surpresas, desafios e aprendizados para os viajantes.

É uma viagem que mexe com os sentidos, as emoções e a consciência, mostrando a importância de preservar esse patrimônio natural e cultural da humanidade.

Como escolher o seu destino na Amazônia

A Amazônia é uma região enorme e diversa, que oferece muitas opções de destinos para os viajantes. Mas como escolher o seu? Isso vai depender do seu tempo, do seu orçamento, do seu estilo de viagem e dos seus interesses.

Para te ajudar nessa decisão, vamos apresentar algumas características dos principais estados da Amazônia brasileira:

Amazonas:

Duas viajantes relaxando em uma piscina natural na floresta amazônica, um destino perfeito para ecoturismo e conexão com a natureza.
As piscinas naturais da Amazônia oferecem uma experiência única para quem busca turismo sustentável e contato com a natureza.
  • É o maior estado da região, com mais de 1,5 milhão de km² de extensão.
  • Sua capital, Manaus, é a principal porta de entrada para a Amazônia, com um aeroporto internacional e uma boa infraestrutura turística.
  • O Amazonas é o estado que oferece mais opções de hospedagem na selva, com diversos hotéis e pousadas localizados às margens dos rios ou dentro da floresta.
  • Alguns dos atrativos mais famosos do estado são o encontro das águas, o arquipélago de Anavilhanas, a reserva do Mamirauá e a cidade folclórica de Parintins.

Pará:

Viajante caminhando na Praia de Barra Velha, na Ilha do Marajó, rodeada por manguezais e águas tranquilas.
A Praia de Barra Velha, na Ilha do Marajó, é um destino perfeito para quem busca ecoturismo e paisagens paradisíacas na Amazônia.
  • É o segundo maior estado da região, com mais de 1,2 milhão de km² de área.
  • Sua capital, Belém, é uma cidade histórica e cultural, que preserva edifícios coloniais e oferece uma gastronomia variada e saborosa.
  • O Pará tem como destaque a ilha de Marajó, a maior ilha fluvial do mundo, que abriga uma fauna e flora exuberantes, além de comunidades tradicionais.
  • Outro destino imperdível no estado é Alter do Chão, uma vila charmosa às margens do rio Tapajós, que forma belas praias de água doce na época da seca.

Acre:

Viajante contemplando a Cachoeira do Amor, um refúgio natural cercado por vegetação exuberante na Serra do Divisor, Acre.
A Cachoeira do Amor, na Serra do Divisor, é um dos destinos mais incríveis para quem busca ecoturismo e aventura na Amazônia.
  • Acre: É um dos menores estados da região, com cerca de 164 mil km² de superfície.
  • Sua capital, Rio Branco, é uma cidade moderna e tranquila, que possui alguns museus e parques interessantes.
  • O Acre é um estado que valoriza a sua cultura indígena e sua história de resistência à exploração da borracha.
  • Um dos seus principais atrativos é o Parque Nacional da Serra do Divisor, uma área protegida que abriga diversas espécies de animais e plantas ameaçados de extinção.

Amapá:

Turista no Marco Zero do Equador, em Macapá, Amapá, onde a linha do Equador divide os hemisférios Norte e Sul.
O Marco Zero do Equador, em Macapá, é um dos pontos turísticos mais icônicos da Amazônia, marcando a latitude 000°.

Rondônia:

Turista admirando o encontro dos Rios Pacaás e Mamoré, na divisa entre Brasil e Bolívia, em Guajará-Mirim, Rondônia.
O encontro dos Rios Pacaás e Mamoré, em Guajará-Mirim, RO, é um espetáculo natural que marca a divisa entre Brasil e Bolívia.
  • É um estado médio da região, com cerca de 238 mil km² de extensão.
  • Sua capital, Porto Velho, é uma cidade que se desenvolveu a partir da construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, uma obra histórica que ligava o Brasil à Bolívia e que hoje é um dos seus principais pontos turísticos.
  • Rondônia é um estado que sofreu muito com o desmatamento, mas que ainda possui algumas áreas de floresta intacta.
  • Um dos seus principais atrativos é o Parque Estadual de Guajará-Mirim, uma área que abriga cachoeiras, grutas e sítios arqueológicos.

Roraima:

Vista panorâmica do Monte Roraima, uma das montanhas mais impressionantes da Amazônia, localizada na tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana.
O Monte Roraima, com suas formações rochosas únicas e paisagens surreais, é um destino imperdível para aventureiros e amantes do ecoturismo na Amazônia.
  • É o estado mais ao norte da região, com cerca de 224 mil km² de área.
  • Sua capital, Boa Vista, é a única cidade brasileira localizada totalmente acima da linha do Equador e tem como destaque a sua arquitetura moderna e planejada.
  • Roraima é um estado que possui uma grande diversidade de paisagens, desde savanas até montanhas.
  • Um dos seus principais atrativos é o Monte Roraima, uma formação rochosa de mais de 2 mil metros de altura que faz fronteira com a Venezuela e a Guiana e que inspirou o filme “Up – Altas Aventuras”.

Tocantins:

  • É o estado mais novo da região, criado em 1988 a partir da divisão do antigo estado de Goiás.
  • Sua capital, Palmas, é uma cidade jovem e moderna, que possui um belo lago artificial e uma boa infraestrutura turística.
  • Tocantins é um estado que se destaca pela sua natureza exuberante, com muitos rios, cachoeiras e parques nacionais.
  • Um dos seus principais atrativos é o Jalapão, uma área de cerrado que abriga dunas, fervedouros, cânions e formações rochosas.

Mato Grosso:

  • É o terceiro maior estado da região, com mais de 903 mil km² de extensão.
  • Sua capital, Cuiabá, é uma cidade histórica e cultural, que foi fundada no século XVIII durante o ciclo do ouro e que possui um rico patrimônio arquitetônico e artístico.
  • Mato Grosso é um estado que possui três biomas diferentes: Amazônia, Cerrado e Pantanal.
  • Um dos seus principais atrativos é o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, uma área de beleza cênica que abriga cachoeiras, cavernas e formações rochosas.

Maranhão:

  • É o único estado da região que faz parte da região Nordeste do Brasil.
  • Sua capital, São Luís, é uma cidade histórica e cultural, que foi fundada pelos franceses no século XVII e que possui um centro histórico tombado pela UNESCO como Patrimônio Mundial.
  • Maranhão é um estado que possui uma grande diversidade de paisagens, desde praias até florestas.
  • Um dos seus principais atrativos é o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, uma área de dunas brancas que formam lagoas azuis na época das chuvas.

Como você pode ver, há muitos destinos incríveis para escolher na Amazônia brasileira. Você pode optar por visitar apenas um ou combinar vários em um mesmo roteiro.

O importante é pesquisar bem sobre cada lugar, suas características, suas atrações e suas dificuldades, para planejar a sua viagem da melhor forma possível.

Como planejar o seu mochilão na Amazônia

Mulher deitada em uma rede com mosquiteiro em alojamento típico da Amazônia, mostrando a experiência de dormir na floresta.
Passar a noite em redes protegidas por mosquiteiros é uma experiência única para quem faz um mochilão na Amazônia, conectando-se à natureza e à cultura local.

Planejar um mochilão na Amazônia não é tão simples quanto planejar uma viagem para outros destinos mais convencionais.

A Amazônia é uma região complexa e desafiadora, que exige mais cuidado, atenção e flexibilidade dos viajantes.

Por isso, vamos te dar algumas dicas essenciais para você planejar o seu mochilão na Amazônia com sucesso:

Transporte:

  • A Amazônia é uma região muito extensa e com poucas estradas asfaltadas. Por isso, a melhor forma de se locomover entre os destinos é pelo ar ou pelo rio.
  • Os voos internos são operados por companhias aéreas como Gol, Latam, Azul e MAP, mas costumam ser caros e escassos. Uma alternativa mais econômica e ecológica é viajar de barco pelos rios, que são as verdadeiras estradas da Amazônia.
  • Há diversas opções de embarcações, desde lanchas rápidas até navios lentos, que oferecem diferentes níveis de conforto e segurança.
  • Você pode comprar as passagens nos portos ou nas agências de viagem locais, mas é bom se informar sobre os horários, as rotas e os preços com antecedência.
  • Além disso, você deve levar em conta que as viagens de barco podem ser longas e cansativas, então é bom se preparar com água, comida, repelente, rede e entretenimento.

Hospedagem:

  • A Amazônia oferece diversas opções de hospedagem para os viajantes, desde hotéis e pousadas nas cidades até lodges e campings na selva.
  • Os preços variam de acordo com o nível de conforto, a localização e a temporada. Você pode reservar a sua hospedagem com antecedência pela internet, usando sites como Booking, Airbnb ou Hostelworld, ou procurar na hora, negociando diretamente com os proprietários.
  • Uma dica é se hospedar em lugares que ofereçam café da manhã incluso, pois isso pode te ajudar a economizar na alimentação. Outra dica é se hospedar em lugares que ofereçam atividades inclusas ou com desconto, pois isso pode te ajudar a economizar nos passeios.
  • Além disso, você deve levar em conta que algumas hospedagens na selva podem não ter energia elétrica, água quente ou sinal de celular, então é bom se informar sobre as condições e os serviços oferecidos antes de reservar.

Segurança:

  • A Amazônia é uma região relativamente segura para os viajantes, mas isso não significa que você deva descuidar da sua segurança.
  • Como em qualquer lugar do mundo, há riscos de furtos, roubos, golpes e violência nas cidades e nas estradas.
  • Por isso, é importante tomar algumas precauções básicas, como não andar sozinho à noite, não ostentar objetos de valor, não aceitar bebidas ou alimentos de estranhos, não se envolver em brigas ou discussões e sempre ter uma cópia dos seus documentos pessoais.
  • Além disso, você deve levar em conta que há riscos de acidentes, doenças e ataques de animais na selva.
  • Por isso, é importante seguir algumas recomendações específicas, como não se afastar do seu guia ou do seu grupo, não tocar ou alimentar os animais selvagens, não nadar em águas desconhecidas ou turvas, não comer frutas ou plantas desconhecidas e sempre usar roupas adequadas, calçados fechados e equipamentos de proteção.

Saúde:

  • A Amazônia é uma região que exige alguns cuidados especiais com a saúde dos viajantes.
  • O clima é quente e úmido durante todo o ano, o que pode causar desidratação, insolação e mal-estar. Por isso, é importante beber bastante água filtrada ou mineralizada, evitar bebidas alcoólicas ou açucaradas, usar protetor solar e chapéu e se hidratar com frutas locais.
  • Além disso, há o risco de contrair doenças como malária, febre amarela, dengue, leishmaniose e outras transmitidas por mosquitos ou outros insetos.
  • Por isso, é importante se vacinar com antecedência contra a febre amarela, tomar a profilaxia contra a malária se for visitar áreas de risco, usar repelente de insetos e mosquiteiro e procurar um médico em caso de qualquer sintoma suspeito.
  • Além disso, há o risco de ter alergias, intoxicações ou infecções por causa da alimentação ou da água. Por isso, é importante ter cuidado com a higiene e a procedência dos alimentos e da água que você consome, evitar comer alimentos crus ou mal cozidos e levar um kit de primeiros socorros com remédios básicos.

Orçamento:

  • A Amazônia é uma região que pode ser cara ou barata, dependendo do seu estilo de viagem e das suas escolhas.
  • Você pode gastar muito ou pouco com transporte, hospedagem, alimentação e passeios, dependendo do nível de conforto, da localização e da temporada que você escolher.
  • De forma geral, os custos são mais altos nas cidades maiores e mais turísticas, como Manaus e Belém, e mais baixos nas cidades menores e mais isoladas, como Alter do Chão e Presidente Figueiredo.
  • Além disso, os custos são mais altos na época da seca, entre junho e novembro, quando há mais turistas e as paisagens estão mais bonitas, e mais baixos na época da chuva, entre dezembro e maio, quando há menos turistas e as paisagens estão mais verdes.
  • Para te dar uma ideia dos preços médios na Amazônia brasileira em 2023, veja a tabela abaixo:
ItemPreço médio
Passagem aérea ida e volta de São Paulo para ManausR$ 800
Passagem de barco de Manaus para BelémR$ 300
Diária em hostel nas cidadesR$ 50
Diária em lodge na selvaR$ 200
Refeição em restaurante nas cidadesR$ 30
Refeição em restaurante na selvaR$ 50
Passeio de meio dia nas cidadesR$ 100
Passeio de meio dia na selvaR$ 150

Como você pode ver, os preços podem variar bastante de acordo com o seu destino e o seu roteiro.

Por isso, é importante pesquisar bem sobre os custos de cada lugar que você pretende visitar e fazer um planejamento financeiro adequado.

Uma dica é usar aplicativos como o TrabeePocket ou o TravelSpend para controlar os seus gastos durante a viagem.

Outra dica é levar dinheiro em espécie, pois nem todos os lugares aceitam cartão de crédito ou débito.

O que levar para um mochilão na Amazônia

Casal de mochileiros deitado em sacos de dormir, cercado por equipamentos essenciais para um mochilão na Amazônia.
Preparação é fundamental! Esses são alguns dos itens essenciais para um mochilão na Amazônia, garantindo conforto e segurança durante a aventura.

Fazer as malas para um mochilão na Amazônia pode ser um desafio, pois você precisa levar itens essenciais para enfrentar o clima, os insetos e as atividades que você vai fazer na região.

Por isso, vamos te dar algumas dicas do que levar para um mochilão na Amazônia:

Mochila: Mochilão na Amazônia:

  • A sua mochila deve ser resistente, confortável e impermeável. Ela deve ter entre 40 e 60 litros de capacidade, dependendo do tempo e do estilo da sua viagem.
  • Ela deve ter alças acolchoadas e ajustáveis, cinto abdominal e peitoral, compartimentos internos e externos e capa de chuva.
  • Você deve organizar os seus pertences em sacos plásticos ou organizadores para facilitar o acesso e a proteção.

Roupas:

  • As suas roupas devem ser leves, respiráveis e de cores claras. Você deve levar roupas para o calor e para o frio, pois as temperaturas podem variar bastante na Amazônia.
  • Você deve levar camisetas de manga curta e longa, calças compridas e bermudas, casaco leve e impermeável, roupa de banho e roupa íntima.
  • Você deve evitar roupas de algodão ou jeans, pois elas demoram para secar. Você deve preferir roupas de tecidos sintéticos ou naturais, como poliéster ou linho.
  • Você deve levar também um lenço ou uma bandana para proteger o pescoço do sol ou do vento.

Calçados: Mochilão na Amazônia:

  • Os seus calçados devem ser confortáveis, fechados e antiderrapantes.
  • Você deve levar um par de tênis ou botas para as trilhas na selva, um par de sandálias ou chinelos para os passeios nas cidades ou nos barcos e um par de meias para cada dia de viagem.
  • Você deve evitar calçados de couro ou camurça, pois eles podem estragar com a umidade.
  • Você deve preferir calçados de borracha ou lona, que são mais fáceis de limpar e secar.

Acessórios:

  • Os seus acessórios devem ser úteis, práticos e funcionais. Você deve levar:
    • Um chapéu ou boné para proteger a cabeça do sol,
    • Um óculos de sol para proteger os olhos dos raios UV,
    • Uma lanterna ou uma headlamp para iluminar o caminho na selva,
    • Uma rede ou uma barraca para dormir nos barcos ou na floresta,
    • Um saco de dormir ou um lençol para se cobrir nas noites frias,
    • Uma toalha de microfibra para se secar rapidamente,
    • Um kit de higiene pessoal com itens básicos como escova de dentes, pasta de dentes, sabonete, shampoo, desodorante e absorvente,
    • Um kit de primeiros socorros com remédios básicos como analgésicos, antitérmicos, anti-inflamatórios, antialérgicos, antidiarreicos e antissépticos,
    • Um repelente de insetos para evitar as picadas dos mosquitos,
    • Um protetor solar para evitar as queimaduras do sol e
    • Um filtro ou purificador de água para garantir a qualidade da água que você vai beber.

Eletrônicos:

  • Os seus eletrônicos devem ser portáteis, duráveis e carregados.
  • Você deve levar um celular ou smartphone para se comunicar, tirar fotos e usar aplicativos úteis como mapas, tradutores e guias.
  • Você deve levar também uma câmera fotográfica ou uma GoPro para registrar os momentos especiais da sua viagem.
  • Você deve levar também um carregador portátil ou uma bateria externa para recarregar os seus aparelhos quando não houver tomadas disponíveis.
  • Você deve levar também um adaptador universal de tomadas para poder usar os seus aparelhos em diferentes lugares.
  • Você deve levar também fones de ouvido para ouvir música ou podcasts durante as viagens longas.
  • Você deve levar também um pendrive ou um cartão de memória para guardar as suas fotos e vídeos.
  • Você deve proteger os seus eletrônicos em sacos plásticos ou estojos impermeáveis para evitar danos causados pela água ou pela poeira.

Esses são alguns dos itens que você deve levar para um mochilão na Amazônia. É claro que você pode adaptar essa lista de acordo com as suas necessidades e preferências pessoais.

O importante é levar apenas o essencial e não exagerar na quantidade ou no peso da sua bagagem.

Lembre-se que você vai carregar a sua mochila por vários lugares e que quanto mais leve ela for, mais fácil será a sua viagem.

O que fazer em um mochilão na Amazônia

Fazer um mochilão na Amazônia é ter a oportunidade de fazer muitas coisas incríveis que você não faria em outros lugares do mundo.

A Amazônia é uma região que oferece muitas experiências únicas e inesquecíveis para os viajantes que se aventuram por suas florestas, rios e cidades. Por isso, vamos te dar algumas dicas do que fazer em um mochilão na Amazônia:

Mochilão na Amazônia: Aproveitar a Natureza:

Mochileiro equipado com mochila e roupas de trekking contemplando a paisagem no topo do Monte Roraima, cercado por nuvens.
Uma das experiências mais incríveis do mochilão na Amazônia: alcançar o topo do Monte Roraima e admirar a vista acima das nuvens.
  • A Amazônia é uma região que tem como principal atrativo a sua natureza exuberante e diversificada.
  • Por isso, você não pode deixar de aproveitar as paisagens naturais que a região oferece.
  • Você pode fazer trilhas na selva, observando a flora e a fauna locais.
  • Você pode fazer passeios de barco pelos rios, admirando o encontro das águas, as ilhas fluviais e os igapós.
  • Você pode fazer banhos em cachoeiras, lagos e praias de água doce, refrescando-se do calor e relaxando o corpo e a mente.
  • Você pode fazer atividades radicais, como rapel, tirolesa, rafting e canoagem, desafiando os seus limites e liberando adrenalina.
  • Você pode fazer observação de estrelas, contemplando o céu noturno e se encantando com a beleza do universo.

Mochilão na Amazônia: Conhecer a Cultura:

  • A Amazônia é uma região que tem como outro atrativo a sua cultura rica e diversa. Por isso, você não pode deixar de conhecer a cultura local que a região oferece.
  • Você pode visitar museus, teatros, igrejas e outros monumentos históricos e artísticos nas cidades.
  • Você pode visitar comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas na selva, aprendendo sobre os seus costumes, tradições e saberes.
  • Você pode participar de festas, rituais, danças e músicas típicas da região, interagindo com os moradores e se divertindo com eles.
  • Você pode degustar a gastronomia regional, experimentando os pratos, as frutas e as bebidas locais, apreciando os seus sabores e aromas.

Mochilão na Amazônia: Aprender e conscientizar:

  • A Amazônia é uma região que tem como mais um atrativo o seu potencial educativo e ambiental. Por isso, você não pode deixar de aprender e conscientizar sobre a região que você visita.
  • Você pode fazer cursos, oficinas, palestras e outras atividades educativas sobre a Amazônia, ampliando o seu conhecimento e o seu respeito pela região.
  • Você pode fazer voluntariado, doação, apoio ou outras ações sociais na Amazônia, contribuindo para o desenvolvimento e o bem-estar da região.
  • Você pode fazer turismo sustentável, responsável e solidário na Amazônia, respeitando as leis, as normas e os direitos da região.
  • Você pode fazer divulgação, sensibilização, mobilização ou outras campanhas ambientais na Amazônia, defendendo a preservação e a conservação da região.

Essas são algumas das coisas que você pode fazer em um mochilão na Amazônia. É claro que você pode fazer outras coisas de acordo com as suas preferências e oportunidades pessoais.

O importante é aproveitar ao máximo essa viagem incrível e inesquecível que é um mochilão na Amazônia.

Roteiro de Mochilão na Amazônia

Tempo necessário: 15 dias

Para te inspirar a fazer um mochilão na Amazônia, vamos te sugerir um roteiro de 15 dias passando por alguns dos principais destinos da região: Manaus, Presidente Figueiredo, Novo Airão, Alter do Chão e Belém.

Esse roteiro é apenas uma ideia geral, que você pode adaptar de acordo com o seu tempo, o seu orçamento e os seus interesses. Veja como ficaria esse roteiro:

  1. Dia 1:Chegada em Manaus. Aproveite para conhecer o centro histórico da cidade, visitando o Teatro Amazonas, o Palácio Rio Negro, o Museu do Índio e o Mercado Municipal. À noite, experimente a culinária local em algum dos restaurantes da cidade.
  2. Dia 2:Faça um passeio de barco pelo rio Negro até o encontro das águas, onde os rios Negro e Solimões se juntam sem se misturar. Visite também o Parque Ecológico Janauary, onde você pode ver vitórias-régias gigantes e outras plantas aquáticas. À tarde, volte para Manaus e aproveite para fazer compras no Centro Comercial Popular, onde você pode encontrar produtos regionais como artesanato, castanhas, ervas e perfumes.
  3. Dia 3:Saia cedo de Manaus em direção a Presidente Figueiredo, uma cidade a cerca de 100 km de distância que é conhecida pelas suas cachoeiras. Visite algumas das mais famosas, como a Cachoeira do Santuário, a Cachoeira da Iracema e a Cachoeira da Pedra Furada. Aproveite para tomar banho nas águas cristalinas e se refrescar do calor. À noite, hospede-se em algum dos hotéis ou pousadas da cidade.
  4. Dia 4:Continue explorando as belezas naturais de Presidente Figueiredo. Visite outras cachoeiras, como a Cachoeira Pedra Furada, Cachoeira do Mutum, a Cachoeira da Onça e a Cachoeira do Urubuí. Aproveite também para fazer trilhas na floresta, observando a fauna e a flora locais. À tarde, volte para Manaus e hospede-se em algum dos hotéis ou pousadas da cidade.
  5. Dia 5:Saia cedo de Manaus em direção a Novo Airão, uma cidade a cerca de 180 km de distância que é conhecida pelo seu arquipélago de Anavilhanas, o maior do mundo em água doce. Visite o Parque Nacional de Anavilhanas, onde você pode fazer passeios de barco, canoa ou caiaque pelas ilhas fluviais, admirando a paisagem e a vida selvagem. À noite, hospede-se em algum dos hotéis ou pousadas da cidade.
  6. Dia 6:Continue aproveitando as maravilhas de Novo Airão. Visite o Projeto Bicho D’Água, onde você pode nadar com botos-cor-de-rosa, os simpáticos golfinhos da Amazônia. Visite também o Projeto Flutuante das Artes, onde você pode ver o trabalho de artesãos locais que usam materiais reciclados para criar obras de arte. À tarde, volte para Manaus e hospede-se em algum dos hotéis ou pousadas da cidade.
  7. Dia 7:Saia cedo de Manaus em direção ao porto, onde você vai embarcar em um barco que vai te levar até Santarém, uma cidade a cerca de 800 km de distância que é conhecida pelo seu encontro das águas, onde os rios Tapajós e Amazonas se juntam sem se misturar. A viagem dura cerca de três dias e duas noites, e você vai dormir em uma rede no barco. Aproveite para apreciar a vista do rio, conversar com os outros passageiros e experimentar a comida típica servida no barco.
  8. Dia 8:Continue navegando pelo rio Amazonas, observando as mudanças na paisagem e na vegetação. Você vai passar por diversas cidades e comunidades ribeirinhas, onde você pode ver o cotidiano dos moradores e comprar alguns produtos regionais. Você também vai passar por diversas ilhas e canais, onde você pode ver diversos animais como macacos, preguiças, araras e tucanos.
  9. Dia 9:Chegada em Santarém pela manhã. Aproveite para conhecer o centro histórico da cidade, visitando a Catedral de Nossa Senhora da Conceição, o Museu João Fona e o Mercado Municipal. À tarde, saia de Santarém em direção a Alter do Chão, uma vila charmosa a cerca de 30 km de distância que é conhecida pelas suas praias de água doce. Hospede-se em algum dos hotéis ou pousadas da vila.
  10. Dia 10:Aproveite o dia para curtir as belezas naturais de Alter do Chão. Visite a Ilha do Amor, uma ilha que fica em frente à vila e que forma uma bela praia de areia branca e água verde. Visite também o Lago Verde, um lago que fica atrás da vila e que tem águas cristalinas e calmas. Aproveite para tomar banho, fazer stand up paddle ou caiaque e relaxar na sombra das árvores.
  11. Dia 11:Continue explorando as maravilhas de Alter do Chão. Faça um passeio de barco pelo rio Tapajós, admirando o encontro das águas com o rio Amazonas. Visite também a Floresta Nacional do Tapajós, uma área protegida que abriga diversas espécies de animais e plantas típicos da Amazônia. Faça uma trilha na floresta, observando a biodiversidade local e aprendendo sobre os projetos de conservação ambiental.
  12. Dia 12:Saia cedo de Alter do Chão em direção ao porto, onde você vai embarcar em um barco que vai te levar até Belém, a capital do Pará e o final da sua viagem. A viagem dura cerca de dois dias e uma noite, e você vai dormir em uma rede no barco. Aproveite para apreciar a vista do rio, conversar com os outros passageiros e experimentar a comida típica servida no barco.
  13. Dia 13:Chegada em Belém pela manhã. Aproveite para conhecer o centro histórico da cidade, visitando o Mercado Ver-o-Peso, a Basílica de Nazaré, o Forte do Presépio e o Museu de Arte Sacra. À tarde, visite o Mangal das Garças, um parque ecológico que abriga diversas espécies de aves e plantas típicas da Amazônia. À noite, experimente a culinária local em algum dos restaurantes da cidade.
  14. Dia 14:Continue aproveitando as belezas culturais de Belém. Visite o Museu Paraense Emílio Goeldi, um dos mais antigos e importantes museus de história natural do Brasil. Visite também a Estação das Docas, um complexo turístico que ocupa antigos armazéns do porto e que oferece lojas, bares, restaurantes e shows. À tarde, faça um passeio de barco pela Baía do Guajará, admirando a vista da cidade e das ilhas próximas.
  15. Dia 15:Despedida de Belém e da Amazônia. Aproveite as últimas horas na cidade para fazer compras de lembranças, como artesanato, castanhas, chocolates e cachaças. Dirija-se ao aeroporto e embarque no seu voo de volta para casa, levando na bagagem e no coração as memórias dessa viagem incrível e inesquecível.

Esse é o fim do nosso roteiro de mochilão na Amazônia. Esperamos que você tenha gostado das nossas dicas e que se anime a fazer essa viagem. A Amazônia é uma região que vale a pena conhecer, pois oferece muitas surpresas, desafios e aprendizados para os viajantes. É uma viagem que mexe com os sentidos, as emoções e a consciência, mostrando a importância de preservar esse patrimônio natural e cultural da humanidade. Boa viagem! 😊

Perguntas frequentes: As dúvidas mais comuns sobre mochilão na Amazônia respondidas

Qual é a melhor época para fazer um mochilão na Amazônia?

Não há uma resposta definitiva para essa pergunta, pois cada época do ano tem suas vantagens e desvantagens na Amazônia. De forma geral, a época da seca, entre junho e novembro, é mais indicada para quem quer aproveitar as praias de água doce, as trilhas na floresta e a observação de animais. Já a época da chuva, entre dezembro e maio, é mais indicada para quem quer ver a floresta mais verde, os rios mais cheios e as cachoeiras mais volumosas. Além disso, a época da seca costuma ser mais cara e movimentada, enquanto a época da chuva costuma ser mais barata e tranquila.

Quais são os documentos necessários para fazer um mochilão na Amazônia?

Para fazer um mochilão na Amazônia brasileira, você precisa ter um documento de identidade válido, como RG ou CNH, e um cartão de vacinação atualizado, comprovando que você tomou a vacina contra a febre amarela pelo menos 10 dias antes da viagem. Se você for estrangeiro, você precisa ter também um passaporte válido e um visto de turista, se for exigido pelo seu país de origem. Além disso, é recomendável que você tenha também uma cópia dos seus documentos pessoais e um seguro viagem que cubra eventuais imprevistos.

Quais são as vacinas recomendadas para fazer um mochilão na Amazônia?

A vacina mais importante para fazer um mochilão na Amazônia é a vacina contra a febre amarela, que é obrigatória para entrar na região. Você deve tomar essa vacina pelo menos 10 dias antes da viagem e levar o seu cartão de vacinação com você. Além disso, outras vacinas recomendadas são as vacinas contra a hepatite A e B, a febre tifoide, o tétano e a raiva. Você deve consultar o seu médico antes da viagem para saber quais vacinas você precisa tomar e quais os possíveis efeitos colaterais.

Como evitar as picadas de mosquitos na Amazônia?

Os mosquitos são um dos maiores incômodos na Amazônia, pois além de causarem coceira e irritação, eles podem transmitir doenças como malária, dengue, leishmaniose e outras. Para evitar as picadas de mosquitos na Amazônia, você deve seguir algumas medidas preventivas, como:
Usar roupas claras, compridas e de tecido grosso, que cubram o máximo possível do corpo.
Usar repelente de insetos nas partes expostas do corpo, reaplicando-o a cada 4 horas ou sempre que suar ou se molhar.
Usar mosquiteiro ou rede para dormir nos barcos ou na floresta, verificando se não há furos ou rasgos no tecido.
Evitar perfumes, sabonetes ou cremes com cheiros fortes ou doces, que podem atrair os mosquitos.
Evitar sair ao amanhecer ou ao anoitecer, que são os horários de maior atividade dos mosquitos.

O que fazer em caso de emergência na Amazônia?

Em caso de emergência na Amazônia, como acidente, doença ou violência, você deve procurar o atendimento médico ou policial mais próximo. Você pode ligar para os seguintes números gratuitos:
190: Polícia Militar
192: Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU)
193: Corpo de Bombeiros
Você deve informar o seu nome, o seu local e o seu problema com clareza e calma. Você deve seguir as orientações do atendente e aguardar o socorro chegar. Você deve ter também o contato da sua embaixada ou consulado no Brasil, caso precise de assistência diplomática.